Escravidão, Resistência e Quilombo do Campinho

A economia colonial e imperial de Paraty dependeu do trabalho de pessoas escravizadas. O Quilombo do Campinho preserva uma história viva de resistência, território e continuidade cultural.

  • Séculos XVII–XIX
  • Trabalho escravizado e resistência

O que aconteceu

Africanos escravizados e seus descendentes trabalharam na agricultura, nos engenhos e alambiques, no transporte, nos serviços domésticos e na construção. Após a Abolição, comunidades negras continuaram a disputar território e autonomia. O Campinho da Independência formou-se no fim do século XIX a partir dos descendentes de três mulheres — Antonica, Marcelina e Maria Luiza — e tornou-se a primeira comunidade quilombola do estado do Rio de Janeiro a receber o título coletivo de suas terras, em 21 de março de 1999.

Por que importa

O território titulado possui cerca de 288 hectares, segundo o ICMBio, e abriga aproximadamente 170 famílias, segundo a Rede Nhandereko. Agroecologia, artesanato, culinária tradicional, jongo e turismo de base comunitária mantêm o patrimônio em movimento. O quilombo é uma comunidade contemporânea, não apenas um vestígio do passado.

Locais relacionados

  • Quilombo do Campinho da Independência
  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
  • Antigos engenhos e alambiques

Fontes

  • ICMBio — Cultura Quilombola
  • ICMBio — Quilombo do Campinho
  • IPHAN — Paraty e Ilha Grande, Patrimônio Mundial
  • Rede Nhandereko — Roteiro Quilombo do Campinho

Atualização mensal

10 de setembro de 2026.