Fundação de Paraty
Única cidade do litoral sul fluminense com traçado urbano colonial praticamente intacto. A fundação é marcada pela sobreposição de culturas: indígena, portuguesa e africana.
Consulte os conteúdos de História disponíveis no Guia de Paraty.
8 registros em História
Única cidade do litoral sul fluminense com traçado urbano colonial praticamente intacto. A fundação é marcada pela sobreposição de culturas: indígena, portuguesa e africana.
O ouro escoado por Paraty financiou Portugal e parte da Europa no séc. XVIII. O caminho foi redescoberto em 1998 e aberto ao público em 2003 — hoje é uma das principais trilhas ecoturísticas da região.
A cultura afro-brasileira é a base da identidade de Paraty: a cachaça artesanal, o jongo, a festa de São Benedito, as cirandas, o quilombo Campinho da Independência (hoje com ~100 famílias em 287 hectares).
A decadência preservou acidentalmente o conjunto arquitetônico. Paraty manteve ruas, igrejas e casarões do séc. XVIII quase inalterados — o principal motivo pelo qual hoje é Patrimônio Mundial da UNESCO.
Segundo período de prosperidade econômica. Paraty era o porto mais próximo para embarcar o café do Vale do Paraíba com destino à Europa. A arquitetura do séc. XIX se mesclou à colonial.
O isolamento de quase 70 anos foi o maior "conservador" do patrimônio histórico brasileiro. Nenhuma modernização, nenhuma demolição. O Brasil avançou; Paraty ficou parada no séc. XVIII — e isso salvou sua arquitetura.
Paraty tornou-se referência nacional de preservação. O tombamento impediu o destino de outros centros históricos brasileiros que foram demolidos para dar lugar a avenidas e prédios.
Único bem brasileiro e sul-americano com reconhecimento UNESCO simultâneo cultural e natural. Coloca Paraty no mesmo patamar internacional de Veneza, Cartagena das Índias e Old Havana.