Fundação e Emancipação de Paraty
A formação de Paraty foi um processo: a presença indígena antecedeu a ocupação portuguesa, o povoado mudou de lugar no século XVII e a carta régia de 1667 reconheceu sua autonomia como vila.
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A formação de Paraty foi um processo: a presença indígena antecedeu a ocupação portuguesa, o povoado mudou de lugar no século XVII e a carta régia de 1667 reconheceu sua autonomia como vila.
Rotas indígenas adaptadas pela colonização ligaram o porto de Paraty ao Vale do Paraíba e às minas. O trecho ficou conhecido como Caminho Velho e integrou a rede hoje chamada Estrada Real.
A economia colonial e imperial de Paraty dependeu do trabalho de pessoas escravizadas. O Quilombo do Campinho preserva uma história viva de resistência, território e continuidade cultural.
A abertura do Caminho Novo, em 1707, criou uma ligação mais direta entre a Baía de Guanabara e as minas. Paraty perdeu parte do tráfego do ouro, mas sua economia continuou a se transformar.
No século XIX, o café do Vale do Paraíba reativou o porto e o comércio de Paraty. O ciclo trouxe uma nova fase de prosperidade, seguida por perda gradual de importância.
Na segunda metade do século XIX, novas ferrovias, a mudança das áreas cafeeiras e o fim da escravidão transformaram a economia de Paraty. O resultado foi um longo período de menor circulação econômica e saída de moradores.
A proteção de Paraty foi construída em etapas entre as décadas de 1950 e 1970, ao mesmo tempo que novas estradas reduziram seu isolamento e ampliaram o turismo.
Em 2019, Paraty e Ilha Grande foram inscritas como o primeiro sítio misto do Brasil na Lista do Patrimônio Mundial, reunindo valores culturais, biodiversidade e comunidades tradicionais.